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Edição especial 726

18/06/2026

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Cooperação internacional e inovação marcam o segundo dia da 13ª Cúpula Mundial de Bacias

O segundo dia da 13ª Cúpula Mundial de Bacias foi marcado por debates de alto nível sobre os desafios da segurança hídrica e o fortalecimento da governança das águas em escala global. Reunidos no Museu do Amanhã, representantes de diversos países, organismos internacionais e instituições ligadas à gestão dos recursos hídricos discutiram estratégias para ampliar a cooperação entre governos, organizações de bacia e comunidades, diante de um cenário de crescente pressão sobre os recursos naturais e intensificação dos eventos climáticos extremos.


A programação da manhã foi dedicada à discussão do papel da gestão de bacias hidrográficas na promoção da segurança hídrica. Durante os painéis, foram apresentadas experiências nacionais e internacionais que demonstram a importância do planejamento integrado, da articulação institucional e da participação dos diversos setores da sociedade para garantir a disponibilidade e a qualidade da água. As discussões reforçaram a gestão por bacias como um dos principais instrumentos para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelo aumento da demanda hídrica. Representando a REBOB Rede Brasil de Organismos de Bacia, o vice presidente Rodrigo Hajjar, apresentou o cenário brasileiro no âmbito da atuação dos Organismos de Bacia, destacando o profícuo trabalho destes Colegiados na gestão das águas no território brasileiro.


Um dos destaques do dia foi a participação do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que integrou as sessões de alto nível dedicadas à cooperação internacional e à preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre a Água de 2026. Em sua participação, foi ressaltada a relevância da segurança hídrica para o desenvolvimento sustentável e a necessidade de fortalecer mecanismos de cooperação entre países e instituições para ampliar a capacidade de gestão das águas diante dos desafios globais. Neste painel, também tivemos a participação de Benedito Braga, presidente do Conselho Latino-americano da Água, que destacou a importância da gestão da água de forma integrada na América Latina, onde temos aproximadamente 33% da água doce do mundo e dois dos maiores Aquíferos do planeta.


No período da tarde, os debates concentraram-se na modernização da gestão dos recursos hídricos por meio do uso de dados, monitoramento e novas tecnologias. Especialistas apresentaram experiências relacionadas à coleta, análise e compartilhamento de informações hidrológicas, destacando como a transformação digital pode contribuir para decisões mais eficientes, maior capacidade de resposta a eventos extremos e melhor planejamento das ações de gestão das bacias hidrográficas.


Encerrando a programação do segundo dia, uma sessão temática promoveu reflexões sobre a integração entre cidades, áreas rurais e bacias hidrográficas, debatendo caminhos para conciliar desenvolvimento urbano, conservação ambiental e segurança hídrica. As discussões evidenciaram que a construção de territórios mais resilientes depende da cooperação entre diferentes setores e escalas de gestão. Ao reunir experiências de diversas partes do mundo, a cúpula segue consolidando seu papel como um importante espaço internacional de intercâmbio de conhecimentos e construção de soluções para os desafios da água no século XXI.

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